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Monteiro Lobato on line Revista Trópico - 13/11/2006 - por Thaís Fonseca
Em setembro de 1906, Monteiro Lobato, então um jovem advogado de 24 anos vivendo em Taubaté, escreve à sua namorada, Purezinha, uma carta, em que capricha na veia lírica: "Que te hei de dizer que cansada não estejas de ouvir? Que te amo? Que vejo em ti os alicerces de minha felicidade? Que me é luz, vida, perfume, aurora, alegria?". Nas quatro páginas enviadas, o mesmo tom apaixonado se mantém, até a despedida: "Adeus, ama-me como te amo. Aperta-te ao coração enternecidamente o teu de sempre, Juca". A carta de Lobato destinada a Maria Pureza da Natividade, com quem ele se casaria dois anos mais tarde, é uma das 216 longas correspondências mantidas por Lobato, e está agora disponível à leitura, em facsímile pela internet. »»Leia mais
Visitar: Monteiro Lobato (1882-1948) e outros modernismos brasileiros
Escrito por DL às 01h19
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Bienal de Luanda busca apoio de editoras brasileiras CBL Informa - 13/11/2006
Mais Leitura, Mais Cultura. Este é o tema da 1ª Bienal do Livro de Luanda, evento que acontece de 2 a 9 de dezembro, em Angola, e é organizado pela União dos Escritores Angolanos (UEA), em conjunto com a Editorial Nilza e a Causa Solidária. A idéia da bienal é proporcionar à juventude angolana e aos estudantes dos ensinos médio e superior do país, uma oferta diversificada de literatura geral e acadêmica, além de promover a difusão do livro e o fomento do gosto pela leitura entre os cidadãos. No dia 6 de dezembro haverá um debate sobre "O Papel do Livro na Educação". Já no dia 8, acontecerá o fórum "A livre circulação do livro — como produto de caráter cultural — à luz do Acordo de Florença e do seu Protocolo de Nairobi". As empresas brasileiras interessadas em participar devem entrar em contato direto com a organização da feira, pelo e-mail bienaldolivrodeluanda@yahoo.com. Mais informações no site oficial: www.bienaldolivrodeluanda.org.
Escrito por DL às 12h14
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Entrega do Prêmio Vivaleitura MinC - 16/11/2006 - por Carol Lobo
O projeto de uma professora do interior do Maranhão que leva obras de literatura às comunidades rurais no lombo de um jegue foi um dos ganhadores do Prêmio Vivaleitura 2006. Além do Projeto 'Jegue-Livro', de Alto Alegre do Pindaré (MA), também venceram 'Cordel: rimas que encantam', de São Gonçalo do Amarante (CE), e 'Liberdade pela escrita', de Porto Alegre, cada um na respectiva categoria: Bibliotecas Públicas, Privadas e Comunitárias; Escolas Públicas e Privadas; e Pessoas físicas, universidades e instituições. Os vencedores foram anunciados na noite da última segunda-feira (13/11), pelo ministro interino da Cultura, Juca Ferreira, e pelo secretário executivo-adjunto do Ministério da Educação, André Lázaro, em solenidade no Memorial Juscelino Kubitschek, em Brasília. Cada um dos vencedores recebeu R$ 25 mil. >> Leia mais
Escrito por DL às 20h32
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MEC quer ampliar estímulo à leitura nas escolas Brasília, 10 de novembro de 2006
O MEC está propondo um pacto com os secretários municipais e estaduais de educação para incentivar a leitura nas escolas. A intenção não é só distribuir livros didáticos e paradidáticos, mas fomentar a leitura e acompanhar essa política de perto. A implantação de centros de leitura em 30 escolas públicas, a publicação da revista LeituraS e um conjunto de documentos sobre a política para a formação de leitores são algumas das ações práticas previstas para o início de 2007. “Formar leitores é obrigação nossa e direito de quem está na escola”, disse Jane Cristina da Silva, coordenadora-geral de Estudos e Avaliação de Materiais do MEC, no Seminário Nacional Currículo em Debate, no Bay Park Hotel, em Brasília, nesta sexta-feira, 10. Jane apresentou a cerca de 600 secretários e diretores de escolas públicas a proposta de ação pública e articulada para incentivar os estudantes e professores a lerem.
Entre as ações, lançar, nos próximos dias, edital para selecionar 30 municípios onde o MEC construirá centros de leitura em escolas públicas. Em janeiro e fevereiro próximos, as secretarias de educação apresentarão à Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC) propostas para a seleção, onde devem constar projeto pedagógico e proposta de trabalho com leitura nos municípios. O município deverá oferecer a sede para o centro de leitura e estrutura para seu funcionamento – recursos humanos e banda larga de telefonia para internet. O MEC entrará com equipamentos eletrônicos, acervos impressos e digitais, formação de professores e pessoal para trabalhar nos centros, acompanhamento e avaliação do programa. Ainda no primeiro semestre, novo edital será publicado para selecionar outros municípios que queiram o investimento, cuja verba está assegurada no orçamento do MEC de 2007.
A revista LeituraS terá 50 mil exemplares, inicialmente, e sua primeira edição sai este mês. Será entregue a todas as secretarias de educação do País. O primeiro número traz como manchete Iepê, cidade que lê, sobre as ações de incentivo à leitura no interior de São Paulo. A publicação traz entrevista com o autor de livros infanto-juvenis Ricardo Azevedo e reportagem sobre a leitura de contos populares em sala de aula. A revista quer divulgar trabalhos no setor, entrevistas com autores e professores. Segundo Jane, a concepção de leitura nas escolas é ampla: “Extrapola os limites do texto escrito, embora o suporte livro seja prioridade”. Ou seja, a atividade englobará gêneros como teatro, romance, crônica e contos, mas também leitura de cinema, fotografia e outras artes.
Dados do Censo Escolar de 2005 do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC) indicam que menos de 20% das escolas públicas do País têm biblioteca. O plano de incentivo à leitura nas escolas foi construído após debate sobre o assunto em dez seminários regionais e um nacional, denominados Qualidade Social da Educação, realizados em 2005 pelo MEC. Desde 1999, o MEC distribui livros de literatura nas escolas públicas, pelo Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE).
Susan Faria
Leia mais... Bibliotecas escolares carecem de formação de leitores Demanda por bibliotecas é forte nas pequenas cidades
Escrito por DL às 17h19
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Verdes Trigos completa 8 anos on line
Dia 11 de novembro, Verdes Trigos, o portal literário mantido pelo escritor Henrique Chagas completa oito anos de existência on line. Desde 1998, Verdes Trigos vem conquistando a fidelidade dos apaixonados por livros, e, tem tido uma média de 5.000 visitas/dia. Todos os dias, o sítio oferece informações atualizadas sobre literatura e cultura em geral. “Nos verdejantes campos de trigo, o internauta tem acesso a resenhas de livros, críticas literárias e crônicas escritas por diversos autores, além de uma manancial de informações culturais”, explica Henrique.
Escrito por DL às 13h39
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Lygia Bojunga O Globo - 4/11/2006 - por Mànya Millen
A premiada escritora Lygia Bojunga é a convidada do sexto e último Laboratório do Escritor, evento promovido pelo Centro Cultural Banco do Brasil com curadoria de Cristiane Costa e Valéria Lamego. A autora de obras memoráveis como A bolsa amarela e O sofá estampado, entre tantas outras, conversará com o público no CCBB, quinta-feira (9/11), às 18h30m. A entrada é franca. Milton Hatoum, Luiz Alfredo GarciaRoza, Silviano Santiago, Luiz Vilela e João Ubaldo Ribeiro foram os outros participantes do projeto. »» Leia mais
 Foto: http://www.fnlij.org.br/salao7/galeria3.asp (2005)
Escrito por DL às 00h11
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São Paulo, 30 de outubro/2006  |  literatura
Livros, livros, livros...
Dez autores e editores brasileiros contam quais obras literárias causaram um grande impacto quando eram adolescentes
João Weiner/Folha Imagem
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| Marcelo Rubens Paiva, 47, autor de "Feliz Ano Velho", um dos livros que fez a cabeça da juventude dos anos 80 (Objetiva, 2006) |
ANGELA PINHO KRISHNA MONTEIRO COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
CAIR na estrada, apaixonar-se perdidamente, sair de casa e buscar um rumo e um destino próprios. De vez em quando, aquele livro que você começou a ler sem vontade pode provocar alguma dessas atitudes -pode até mudar sua vida. Pensando no impacto que algumas obras tiveram sobre gerações de jovens, o Folhateen fez a seguinte pergunta a dez pessoas do mundo literário brasileiro: quais os livros que fizeram a sua cabeça durante a juventude? Leia as respostas.
Marcelo Rubens Paiva, 47, autor de "Feliz Ano Velho", um dos livros que fez a cabeça da juventude dos anos 80 (Objetiva, 2006)
O meu foi 'Carta ao Pai', de [Franz] Kafka, uma narrativa de um fôlego só, que mostra as imperfeições da vida, a inexistência de sonhos, de lógica. Li na escola como livro obrigatório e passei todo o ano perturbado com ele. Virei existencialista desde então. E fã de Kafka
Nelly Novaes Coelho, 84, leitora há 80. Faz parte de "uma geração formada pela literatura". É professora aposentada da USP, crítica literária e autora de mais de 20 livros, como "Dicionário Crítico de Escritoras Brasileiras" (Escrituras, 2002)
A única diversão da minha geração era ler e contar histórias. Os grandes escritores eram lidos em voz alta enquanto as mulheres bordavam. Adolescente, eu conheci Dostoiévski, Machado de Assis, Tolstói e José de Alencar, os grandes clássicos. Eu podia não entendê-los como eu entendo hoje, mas perseguia as grandes paixões que estavam ali. 'Werther' fez muito sucesso porque o grande amor estava ligado à morte, já que não poderia chegar à sua plenitude. Hoje o amor está muito em baixa. O que está em alta é o sexo, mas o sexo é só uma parte, porque o erotismo é emoção
Raquel Pacheco, 22, mais conhecida como Bruna Surfistinha. É autora de "O Doce Veneno do Escorpião - o Diário de uma Garota de Programa" (Panda Books, 2005), um dos livros mais vendidos no ano passado
Eu lia muito durante a infância, mas depois passei a ler só os livros que eram impostos pela escola. Até que me apaixonei por autobiografias. Uma que me marcou muito foi 'Esmeralda - Por Que Não Dancei', de uma menina que era viciada em drogas. Ultimamente, como estou com pouco tempo para tudo, tenho lido mais textos na internet. Mas, sempre que posso, pego um livro
Tony Bellotto, 46, autor de policiais como "Bellini e a Esfinge" (Companhia das Letras, 2005) e guitarrista dos Titãs, uma das bandas mais importantes do rock brasileiro
'Sidarta', do Herman Hesse, que fala da busca espiritual do personagem-título, algo com que me identificava muito na época. '1984', de George Orwell, clássico da previsão sombria de um mundo dominado por regimes totalitários e intolerantes. E, finalmente, 'Lucia McCartney', de Rubem Fonseca, com contos secos e crus sobre a realidade urbana brasileira. Pelo estilo e pela concisão, foi inspiração fundamental para que eu começasse a escrever
Marçal Aquino, 42, jornalista, escritor e roteirista de filmes como "O invasor", baseado em um romance seu. Faz ficção para jovens e adultos
Minha iniciação na literatura, como a de muitos escritores, aconteceu com Monteiro Lobato. Li todos aqueles livros maravilhosos com a saga do Sítio do Pica-Pau Amarelo e me apaixonei de forma irremediável por literatura e por livros. Na seqüência, li outro escritor muito importante que foi o Edgar Rice Burroughs, o criador do Tarzan. E sempre achei muito melhor acompanhar as aventuras do Tarzan naqueles livros do que no cinema ou nos gibis
Escrito por DL às 10h54
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... e mais livros
Ferréz, 30, autor de "Capão Pecado" (Objetiva, 2005), é um dos escritores da turma do hip hop
Meu primeiro contato com a literatura foi em uma banca de gibis, quando vi um livro de Edgar Rice Burroughs sobre as aventuras de Tarzan. Comprei na hora. Li também muito Monteiro Lobato, principalmente as 'Reinações de Narizinho', que comprei meio por acaso e adorei -o livro, além de muito divertido, foi o primeiro que me ensinou algo novo
Marcelino Freire, autor de "Contos Negreiros" (Record, 2005). Seus livros são lidos por adultos e jovens. "Mas seria muita pretensão achar que vou continuar fazendo parte da vida deles, porque eles ainda vão viver muito"
A minha família não tinha tradição de leitura. A primeira coisa que eu li foi o poema 'O Bicho', de Manuel Bandeira. Bandeira me doutrinou a ser doente. Tudo o que eu queria era ser tuberculoso. Comecei muito novo a inventar umas tosses. Depois, ele foi a porta de entrada para outros autores: Drummond, João Cabral de Melo Neto. O primeiro prosador foi Graciliano Ramos, aos 11 anos. Depois, veio o Cortázar, com temas que faziam parte de um universo muito diferente do que eu conhecia, em uma linguagem muito mágica, com um humor muito peculiar
Ruy Castro, 58, é autor de "Carmen - Uma Biografia". Traduziu e adaptou obras para o público jovem, como "Frankenstein", de Mary Shelley
Aos 12 ou 13 anos, eu já tinha centenas de livros -o que era natural, porque comecei a comprá-los quando comecei a ler, aos cinco anos. Dediquei-me nos últimos 15 anos a reconstituir minha biblioteca de infância e de adolescência. Isso significou procurar e encontrar, em sebos de todo o país, o Tarzan da Coleção Terramarear, o Arsène Lupin da editora Vecchi, o Shell Scott das Edições de Ouro e dezenas de outros romances - as coleções completas, com os livros descobertos um a um, e as mesmíssimas edições que tive na juventude. Estão todos numa estante que visito regularmente em minha casa e, só de manusear esses livros, volto no tempo quase 50 anos! Com isso, sinto-me também irmão dos meninos que, na mesma época que eu, foram donos daqueles livros. Para um filho único como eu, é a maior trip!
Antonio Prata, 29, autor de "O inferno atrás da pia" (Objetiva, 2004), entre outros livros. É filho de um outro Prata escritor, o Mário, e tem uma coluna mensal na revista "Capricho", na qual gosta de falar sobre sua adolescência -principalmente falar que a adolescência passa
Com 16, 18 anos, eu lia livros de adulto, que eu pegava dos meus pais. Acho que cada tipo de pessoa encontra uma coisa diferente na literatura. O jovem vive um mundo muito restrito -escola, família- e, na literatura, encontra uma expansão. Quando escrevo para o meu público jovem, deixo claro o lugar de onde estou falando. Não tento falar como eles, porque sei que é muito grande o risco de virar aqueles pais que falam para a turma de adolescentes: 'E aí, galerinha, tudo supimpa? Vamos fazer um programa chocante?'
Rogério de Campos, 44, jornalista e editor-chefe da editora Conrad, que aposta no gosto dos jovens pelos quadrinhos
Quatro livros me marcaram muito: 'Kaos', do Jorge Mautner, 'Os Demônios de Loudun', de Aldous Huxley, 'Vinte Mil Léguas Submarinas', de Júlio Verne, e 'Sugar Blues', de Willian Dufty. O primeiro eu descobri por acaso em uma biblioteca, e foi a minha porta de entrada para a literatura beatnik, que eu não conhecia até esse momento. O segundo me mostrou o quanto determinadas crenças, como a bruxaria, fazem lógica em seu contexto histórico. O terceiro me revelou como a tecnologia pode ser fascinante. E o quarto fala sobre todos os males causados pelo açúcar. Depois de lê-lo, nunca mais consumi açúcar na minha vida!
Escrito por DL às 10h52
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